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	<title>O Cantinho da Borboleta Azul &#187; Reflexão</title>
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		<title>Nunca é tarde! (Para refletirmos)</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Jan 2011 13:31:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sonia H.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Longevidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
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Não resisti&#8230; Li esta história no jornal de hoje e quero compartilhar com vocês.  Por que?
É linda!  
Por Bruno Astuto
Outro dia eu estava em Paris, sentado num café olhando para o nada — o que lá é perfeitamente normal, ninguém sente pena de você — e entraram dois velhinhos, a passos bem vagarosinhos, de mãos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Nunca é tarde" src="../wp-content/uploads/2011/01/Nunca-%C3%A9-tarde.jpg" alt="Nunca é tarde" width="640" height="427" /></p>
<p>Não resisti&#8230; Li esta história no jornal de hoje e quero compartilhar com vocês.  Por que?</p>
<p>É linda!  <img src='http://ocantinhoda.borboletaazul.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /><br />
Por Bruno Astuto</p>
<p>Outro dia eu estava em Paris, sentado num café olhando para o nada — o que lá é perfeitamente normal, ninguém sente pena de você — e entraram dois velhinhos, a passos bem vagarosinhos, de mãos dadas.Eles se sentaram naquela que deveria ser sua mesa de sempre, e logo chegou uma garrafinha pequena mergulhada numa mini-bacia de gelo, contendo vodca, e dois copinhos.</p>
<p>Em seguida, um prato de ostras, que eles chupavam com muito gosto, antes de brindar a si mesmos e tomar a vodca de uma vez só. Depois riram muito, trocavam confidências ao pé do ouvido e ficaram lá, grudadinhos, os dois do mesmo lado, para comentar o que viam no café. Metido que sou, não pude me conter e os interpelei para dar meus parabéns, dizendo que eu estava feliz de ver aquela cena rara hoje em dia, um casal ainda feliz depois de tantos anos, como dois namorados apaixonados. Ao que eles imediatamente retrucaram: “Mas nós não somos casados. Estamos só namorando”.</p>
<p>Eles insistiram que me juntasse a sua mesa, eu fingi que recusei, mas, como tenho um fraco por uma boa história, acabei sentando. Adoraram que eu era brasileiro — francês adora um brasileiro — e ele me disse que já tinha ido ao Rio de Janeiro duas vezes; a primeira, na Copa de 1950, quando ficou “muito triste” com a vitória do Uruguai sobre o Brasil; a segunda, em 83, quando se hospedou no Copacabana Palace com a mulher — e foi aí que conheceu sua amada de hoje.</p>
<p>Ela estava na piscina, com o marido de então, e os filhos. Não resistiu aos charmes que lhe fazia aquele tipão, então com 58 anos (ela também), e, entre uma escapada e outra das respectivas famílias, deram asas ao calor do momento. “Imagine que ele pegou uma suíte e nós nos encontrávamos quando surgia uma oportunidade”, contou a velhinha, às gargalhadas.</p>
<p>E daí perguntei se eles se separaram depois de viver essa grande paixão, mas a resposta foi não, claro que não, os dois adoravam seus respectivos cônjuges e nunca mais se viram.</p>
<p>No ano retrasado, quando ele, já viúvo, leu no jornal o anúncio da morte do marido dela, não pensou duas vezes: pegou o carro e foi direto para o enterro, e ela ficou felicíssima com o reencontro. Desde então, começaram a namorar. As famílias ficaram horrorizadas, claro, e acharam um absurdo; uma das filhas chegou a sugerir que iria mandar interditar a mãe. “É uma chata, uma solteirona”, reclamou a velhinha comigo. “O pai dela me fez muito feliz, mas não quer dizer que eu tenha que morrer depois disso”.</p>
<p>Parece uma fábula, mas é tudo verdade, juro. Tive um fim de tarde maravilhoso e saí do café flanando, com os telefones deles na bolsa, ainda que saiba que não vou ligar. Foi uma história mágica num momento mágico, e assim ficará sempre na minha memória. O melhor se deu quando perguntei se eles não gostariam de voltar ao Brasil para reviver o lugar em que se conheceram. “Nem pensar”, disse ele. “Vai que tem outro bonitão na piscina do Copacabana Palace e ela resolve me largar”. Isso, do alto dos 85 anos de cada um.</p>
<p>Extraída <a href="http://odia.terra.com.br/portal/diversaoetv/html/2011/1/bruno_astuto_nunca_e_tarde_140835.html">daqui.</a></p>
<p>Imagem extraída do Google.</p>
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		<title>Crônica &#8211; para refletirmos &#8211;</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Aug 2010 14:41:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sonia H.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Consumismo]]></category>
		<category><![CDATA[Divagações]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Tempos pós-modernos]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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ANÁLISE  SOCRÁTICA DOS TEMPOS ATUAIS 
  
FREI BETO
 
 Encontrei Daniela, 10 anos,  no elevador, às nove da manhã, e perguntei: &#8216;Não foi à aula?&#8217; Ela  respondeu: &#8216;Não, tenho aula à tarde&#8217;. Comemorei: &#8216;Que bom então de manhã  você pode brincar dormir até mais tarde&#8217;. &#8216;Não&#8217;, retrucou ela, &#8216;tenho  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p style="text-align: center;" align="center"><strong><span style="color: black; font-size: 13.5pt;"><span style="font-family: Times New Roman;"><img class="alignleft size-full wp-image-1173" title="consumismo_3_1173934933" src="http://ocantinhoda.borboletaazul.net/wp-content/uploads/2010/08/consumismo_3_1173934933.jpg" alt="consumismo_3_1173934933" width="420" height="285" /></span></span></strong></p>
<p style="text-align: center;" align="center">
<p style="text-align: center;" align="center">
<p style="text-align: center;" align="center">
<p style="text-align: center;" align="center">
<p style="text-align: center;" align="center">
<p style="text-align: center;" align="center">
<p style="text-align: center;" align="center">
<p style="text-align: center;" align="center">
<p style="text-align: center;" align="center">
<p style="text-align: center;" align="center"><strong><span style="color: black; font-size: 13.5pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">ANÁLISE  SOCRÁTICA DOS TEMPOS ATUAIS</span></span></strong><strong><span style="color: black;"> </span></strong></p>
<p><strong> </strong><strong> </strong></div>
<p style="text-align: center;" align="center"><strong><span style="color: black; font-size: 13.5pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">FREI BETO</span></span></strong><strong><span style="color: black;"><br />
</span></strong><span style="color: black;"> </span></p>
<p><span style="color: #262626;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></span><strong><span style="font-family: Arial; color: #262626; font-size: 13.5pt;">Encontrei Daniela, 10 anos,  no elevador, às nove da manhã, e perguntei: &#8216;Não foi à aula?&#8217; Ela  respondeu: &#8216;Não, tenho aula à tarde&#8217;. Comemorei: &#8216;Que bom então de manhã  você pode brincar dormir até mais tarde&#8217;. &#8216;Não&#8217;, retrucou ela, &#8216;tenho  tanta coisa de manhã&#8230;&#8217; &#8216;Que tanta coisa?&#8217;, perguntei. &#8216;Aulas de  inglês, de balé, de pintura, piscina&#8217;, e começou a elencar seu programa  de garota robotizada. </span><span style="font-family: Arial; color: #262626;"><br />
<span style="font-size: small;"><br />
</span></span><span style="font-family: Arial; color: #262626; font-size: 13.5pt;">Fiquei pensando: &#8216;Que pena, a  Daniela não disse: &#8216;Tenho aula de meditação!&#8217; </span><span style="font-family: Arial; color: #262626;"><br />
</span><span style="color: black; font-size: 13.5pt;"><br />
</span><span style="font-family: Arial; color: #262626; font-size: 13.5pt;">Estamos  construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas  emocionalmente infantilizados.</span></strong></p>
<h2><span style="color: #000000;">Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960,  seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias  de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo,  mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito.</span></h2>
<h2><span style="color: #000000;">Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: &#8216;Como estava o defunto?&#8217;.  &#8216;Olha uma maravilha, não tinha uma celulite!&#8217; Mas como fica a questão  da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?</span></h2>
<h2><span style="color: #000000;">A palavra hoje é &#8216;entretenimento&#8217; ; domingo, então, é o dia nacional  da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e  se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.</span></h2>
<h2><span style="color: #000000;">Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão  de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: &#8216;Se tomar este  refrigerante, vestir este tênis,  usar esta camisa, comprar este carro,  você chega lá!&#8217; O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede  desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba  precisando de um  analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.</span></h2>
<h2><span style="color: #000000;">O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo  esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim,  pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos  são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.</span></h2>
<h2><span style="color: #000000;">Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média,  as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil,  constrói-se um shopping Center. É curioso: a maioria dos shoppings  centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se  pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de  domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há  mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas&#8230;</span></h2>
<h2><span style="color: #000000;">Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela  musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas  aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por  belas sacerdotisas.</span></h2>
<h2><span style="color: #000000;">Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve  passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial,  sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se  sentir no inferno&#8230; Felizmente, terminam todos na eucaristia  pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo  hambúrguer do Mc Donald&#8230;</span></h2>
<h2><span style="color: #000000;">Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas:  &#8216;Estou apenas fazendo um passeio socrático.&#8217; Diante de seus olhares  espantados, explico: &#8216;Sócrates, filósofo grego, também gostava de  descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando  vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:</span></h2>
<h2><span style="color: #000000;">- &#8220;Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso  para ser feliz !&#8221;</span></h2>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial; font-size: 13.5pt;">A imagem foi extraída <a href="http://jbensa.wordpress.com/author/jbensa/page/2/">daqui.</a></span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center">
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial; font-size: 13.5pt;">Muito do que Frei Beto escreve nesta crônica me assusta e me angustia também. Em especial, a angústia de observar essa escravidão cega pela qual passa a humanidade. Um consumismo exacerbado, o consumismo &#8216;<em>per se</em>&#8216;, inclusive trazendo  graves consequências para o meio ambiente. </span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial; font-size: 13.5pt;">Considero primordial fazemos as seguintes perguntas a nós mesmos com relação ao que compramos e consumimos; (e é o que venho tentando fazer!): Por que eu consumo determinado produto? Seria porque fulano tem? Por que está na moda? Por que eu quero fazer parte de um grupo? Por que eu preciso? Por que eu quero simplesmente? Por que eu gosto?<br />
</span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial; font-size: 13.5pt;">Sou de um tempo (não muito distante <img src='http://ocantinhoda.borboletaazul.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> ), onde quantidade não significava qualidade. Eu tinha algumas poucas bonecas (lembro de não mais que cinco ao longo da infância), meus pais não compravam roupas para mim toda semana &#8211; aliás, lembro do seu João, um senhor português que revendia roupas infantis. Minha mãe escolhia umas peças para cada filho e pronto. Quando havia algo mais especial, um casamento, uma festa, minha mãe recorria a uma costureira. Mas repito, comprar roupas, calçados, brinquedos era algo não tão frequente e não lembro de ficar pedindo aos meus pais para comprarem isso ou aquilo. </span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial; font-size: 13.5pt;">Os shoppings da minha infância eram os Centros Comercias; sim, não havia muito estrangeirismo nas palavras porque o mundo não era tão globalizado como hoje &#8211; E os tais Centros Comerciais eram certamente muito menores que os Shopping Centers de hoje. </span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial; font-size: 13.5pt;">Éramos felizes daquele jeito (e nem sabíamos). </span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial; font-size: 13.5pt;">Consumir um lanche na rua significava comer cachorro-quente com guaraná. E isso já era transgredir muito na alimentação, porque nós crianças consumíamos uma variedade de frutas e legumes e lembro que pelos meus olhos, somente jiló, maxixe e quiabo eram meus desagrados. </span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial; font-size: 13.5pt;">Hoje em dia, vai-se ao shopping e várias empresas disputam o estômago do cliente nas praças de alimentação&#8230;. quase que literalmente&#8230;.</span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial; font-size: 13.5pt;">Minha angústia é quando percebo que as pessoas estão inconscientemente aprisionadas em seus gostos e desejos, como se seguissem uma manada&#8230; </span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial; font-size: 13.5pt;">É impossível não consumir, a questão é sabermos fazer escolhas mais sensatas. </span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial; font-size: 13.5pt;">Abaixo à escravidão do consumo! </span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial; font-size: 13.5pt;">Certamente vocês vêem ou conhecem alguém seguindo a manada sem nem mesmo saber o porquê&#8230; Ah, é tão triste isso tudo. </span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial; font-size: 13.5pt;">Eu vivo dos meus erros e acertos,e, é claro, quero sempre evoluir, ser um ser humano melhor. Todos nós temos nossas manias consumistas, é verdade. Eu gosto de livros, cds e filmes. Uma outra paixão é viajar e se pudesse viajaria sempre, para logo ali ou acolá&#8230; E desses consumismos eu não gostaria de abrir mão.<br />
</span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial; font-size: 13.5pt;"> Mas não consumo algo que não quero, não gosto, não me interessa, não consumo algo para acompanhar alguma moda, alguma tendência. Podem me chamar de cafona&#8230;.</span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial; font-size: 13.5pt;"> Na vida há sempre caminhos a trilhar e escolhas a fazer. Cabe a nós separá-los do joio que nos cerca com  sabedoria. </span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial; font-size: 13.5pt;">Eu não vou a shoppings toda semana. Mas gosto de visitá-los. E além de ser um lugar de compras, hoje em dia há muito mais do que  lojas em shopping centers ou centros comercias. Quantas vezes vou a um shopping para jantar,  pegar um cineminha sem nem mesmo parar para ver alguma loja. Desses pequenos luxos, eu gosto sim. Mas este luxo eu também sentia quando eu ia aos cinemas que não ficavam em shoppings, e que infelizmente  estão em extinção aqui no Rio de Janeiro, e cujos predios hoje servem de &#8216;templos religiosos&#8217;  que se multiplicaram nas últimas décadas&#8230; Além do mais, vivemos com medo da violência, e o shopping center parece que virou uma espécie de refúgio &#8211; aliás, não mais tão seguro, pois parece que os bandidos descobriram que assaltar as joalherias dos shoppings torna-se mais fácil e lucrativo para eles. Se vocês têm acompanhado os noticiários, tem tido muitos assaltos a joalherias nos shoppings ultimamente.<br />
</span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial; font-size: 13.5pt;">Frei Beto lamenta a agenda lotada de sua jovem vizinha e é interessante observar que algumas crianças parecem gostar de muitas atividades ao mesmo tempo, mas a grande maioria reclama. E eu como mãe, levo muito a sério se meu filho ou filha reclamam que estão sobrecarregados com alguma coisa. </span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial; font-size: 13.5pt;">2011 será o ano do Vestibular para meu filho. É o ano que ele fará a terceria série do Ensino Médio. A princípio, ele gostaria de fazer Pré-Vestibular também, mas conversando com quem fez as duas coisas ao mesmo tempo, não sei se valeria a pena. O &#8216;menino&#8217; tem 17 anos, faz Ensino Médio Técnico e estuda horário integral pelo menos 3 vezes na semana. Imagina só ainda fazer pre-vestibular depois da escola? Refleti sobre isso e cheguei a conclusão que esta sobrecarga de trabalho pode ser algo venenoso nesse processo. Se não passar, ele tenta no ano seguinte, dessa vez dedicando-se exclusivamente ao Vestibular. Ainda é muito novo.<br />
</span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial; font-size: 13.5pt;">Algo que tenho aprendido também é não sobrecarregar minha filha com tanta atividade. Ano passado, ela fez ballet. No semestre passado, fez natação e agora sentiu vontade de fazer jazz. Então, eu decidi tirá-la da natação e colocá-la no jazz, porque eu acredito que muitas atividades, além da escola, vão deixá-la cansada e sem tempo de fazer nada&#8230; é, fazer nada, não ter o que fazer também é muito bom. E importante para a nossa saúde mental. Enquanto ela pode usufruir desse ócio gostosinho de não ter o que fazer sem culpas. </span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial; font-size: 13.5pt;">Marcas? Nunca fui ligada a marcas. Gosto de produtos de qualidade, mas não porque é da marca tal, ou porque fulano tem, etc. etc.Acho que já falei sobre isso. Se sou cafona, sou do meu jeito. Graças a Deus, nossos filhos também não se ligam em marcas.</span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial; font-size: 13.5pt;"><br />
</span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial; font-size: 13.5pt;">Tenho um grande desejo: continuar a minha busca pelo equilíbrio e pela  minha saúde mental e física. Administrar a correria do dia-a-dia é o meu maior desafio e nem sempre consigo ser bem sucedida.  Como tenho uma certa tendência ao perfeccionismo (e  isso é terrível!), preciso constantemente me lembrar que o estresse faz  mal à saúde.</span></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial; font-size: 13.5pt;"> E que ser feliz pode ser mais simples do que imaginamos. </span></span></p>
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		<title>Perder, ganhar, viver</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Jul 2010 14:40:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sonia H.</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do mundo 2010]]></category>
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		<description><![CDATA[Um belo texto do Drummond, escrito quando perdemos a Copa de 1982, porém sempre atual&#8230;. Como é bom ler um texto que acaricia a alma. Drummond nos lembra que perder é começar de novo. Vambora, gente!
 
 Carlos Drummond de  Andrade, Jornal do Brasil, 21 de junho de 1982
Perder,  ganhar, viver
Vi  gente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Um belo texto do Drummond, escrito quando perdemos a Copa de 1982, porém sempre atual&#8230;. Como é bom ler um texto que acaricia a alma. Drummond nos lembra que perder é começar de novo. Vambora, gente!</strong></p>
<p><strong> </strong><img class="alignleft size-full wp-image-1119" title="Bandeira" src="http://ocantinhoda.borboletaazul.net/wp-content/uploads/2010/07/Bandeira1.jpg" alt="Bandeira" width="648" height="486" /></p>
<p style="color: #000000; font-style: italic;"><span style="font-size: small;"> Carlos Drummond de  Andrade, Jornal do Brasil, 21 de junho de 1982</span></p>
<h1 style="color: #000000;">Perder,  ganhar, viver</h1>
<p style="color: #000000;"><span style="color: #0000ff;">Vi  gente chorando na rua, quando o juiz apitou o final do jogo perdido; vi homens e mulheres pisando com ódio os plásticos verde-amarelos que até minutos antes eram sagrados; vi bêbados inconsoláveis que já não sabiam por que não achavam consolo na bebida; vi rapazes e moças festejando a derrota para não deixarem de festejar qualquer coisa, pois seus corações estavam programados para a alegria; vi o técnico incansável e teimoso da Seleção xingado de bandido e queimado vivo sob a aparência de um boneco, enquanto o jogador que errara muitas vezes ao chutar em gol era declarado o último dos traidores da pátria; vi a notícia do suicida do Ceará e dos mortos do coração por motivo do fracasso esportivo; vi a dor dissolvida em uísque escocês da classe média alta e o surdo clamor de desespero dos pequeninos, pela mesma causa; vi o garotão mudar o gênero das palavras, acusando a mina de pé-fria; vi a decepção controlada do presidente, que se preparava, como torcedor número um do país, para viver o seu grande momento de euforia pessoal e nacional, depois de curtir tantas desilusões de governo; vi os candidatos do partido da situação aturdidos por um malogro que lhes roubava um trunfo poderoso para a campanha eleitoral; vi as oposições divididas, unificadas na mesma perplexidade diante da catástrofe que levará talvez o povo a se desencantar de tudo, inclusive das eleições; vi a aflição dos produtores e vendedores de bandeirinhas, flâmuIas e símbolos diversos do esperado e exigido título de campeões do mundo pela quarta vez, e já agora destinados à ironia do lixo; vi a tristeza dos varredores da limpeza pública e dos faxineiros de edifícios, removendo os destroços da esperança; vi tanta coisa, senti tanta coisa nas almas&#8230;</span></p>
<p>Chego à conclusão de que a derrota, para a qual nunca estamos preparados, de tanto não a desejarmos nem a admitirmos previamente, é afinal instrumento de renovação da vida. Tanto quanto a vitória estabelece o jogo dialético que constitui o próprio modo de estar no mundo. Se uma sucessão de derrotas é arrasadora, também a sucessão constante de vitórias traz consigo o germe de apodrecimento das vontades, a languidez dos estados pós-voluptuosos, que inutiliza o indivíduo e a comunidade atuantes. Perder implica remoção de detritos: começar de novo. <span style="color: #0000ff;"> </span></p>
<p>Certamente, fizemos tudo para ganhar esta caprichosa Copa do Mundo. Mas será suficiente fazer tudo, e exigir da sorte um resultado infalível? Não é mais sensato atribuir ao acaso, ao imponderável, até mesmo ao absurdo, um poder de transformação das coisas, capaz de anular os cálculos mais científicos? Se a Seleção fosse à Espanha, terra de castelos míticos, apenas para pegar o caneco e trazê-lo na mala, como propriedade exclusiva e inalienável do Brasil, que mérito haveria nisso? Na realidade, nós fomos lá pelo gosto do incerto, do difícil, da fantasia e do risco, e não para recolher um objeto roubado. A verdade é que não voltamos de mãos vazias porque não trouxemos a taça. Trouxemos alguma coisa boa e palpável, conquista do espírito de competição. Suplantamos quatro seleções igualmente ambiciosas e perdemos para a quinta. A Itália não tinha obrigação de perder para o nosso gênio futebolístico. Em peleja de igual para igual, a sorte não nos contemplou. Paciência, não vamos transformar em desastre nacional o que foi apenas uma experiência, como tantas outras, da volubilidade das coisas.</p>
<p>Perdendo, após o emocionalismo das lágrimas, readquirimos ou adquirimos, na maioria das cabeças, o senso da moderação, do real contraditório, mas rico de possibilidades, a verdadeira dimensão da vida. Não somos invencíveis. Também não somos uns pobres diabos que jamais atingirão a grandeza, este valor tão relativo, com tendência a evaporar-se. Eu gostaria de passar a mão na cabeça de Telê Santana e de seus jogadores, reservas e reservas de reservas, como Roberto Dinamite, o viajante não utilizado, e dizer-lhes, com esse gesto, o que em palavras seria enfático e meio bobo. Mas o gesto vale por tudo, e bem o compreendemos em sua doçura solidária. Ora, o Telê! Ora, os atletas! Ora, a sorte! A Copa do Mundo de 82 acabou para nós, mas o mundo não acabou. Nem o Brasil, com suas dores e bens. E há um lindo sol lá fora, o sol de nós todos.</p>
<p>E agora, amigos torcedores, que tal a gente começar a trabalhar, que o  ano já está na segunda metade?</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><br />
</span></p>
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		<title>Então é Natal, And so this is Christmas</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 02:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sonia H.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feliz Natal]]></category>
		<category><![CDATA[John Lennon]]></category>
		<category><![CDATA[Minha Música]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Simone]]></category>
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		<description><![CDATA[Gosto muito desta música. Tanto a original com John Lennon, quanto a versão em português com Simone. O primeiro verso já dá o tom da urgência da reflexão que devemos ou deveríamos fazer: &#8220;Então é Natal, e o que você fez?&#8221; E em seguida, o poeta Lennon nos lembra: &#8220;O ano termina &#8230; mas um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gosto muito desta música. Tanto a original com John Lennon, quanto a versão em português com Simone. O primeiro verso já dá o tom da urgência da reflexão que devemos ou deveríamos fazer: &#8220;Então é Natal, e o que você fez?&#8221; E em seguida, o poeta Lennon nos lembra: &#8220;O ano termina &#8230; mas um outro está por nascer&#8221;. Por isso, há de se ter esperança em dias melhores. Eu tenho. Apesar de me decepcionar muitas vezes com os rumos que a humanidade está tomando.<br />Sabemos que nada vem de mãos beijadas&#8230; 2010 está por nascer, mas precisará de todos nós para que possamos vivenciar muitos e muitos outros Natais.<br />Que o Natal de todos nós seja sinônimo de comunhão.</p>
<p><object height="344" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PuT2yERy6Xc&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;"><param name="allowFullScreen" value="true"><param name="allowscriptaccess" value="always"><embed src="http://www.youtube.com/v/PuT2yERy6Xc&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"></embed></object></p>
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