Centenário de Cartola

Angenor de Oliveira – “Cartola”


Cartola não existiu.
Foi um sonho que tivemos.
– Nelson Sargento -

Este ano com certeza é o ano dos belos centenários…..


Cartola merece todas as nossas homenagens!


Uma música que me vem logo à mente quando penso no Cartola é “As Rosas não falam”…. Tenho as lembranças gostosas de acompanhá-lo na tv com a Dona Zica, um casal eterno e sempre bonito de se contemplar, não é.

A foto da Tia Zica e do Cartola foi extraída daqui. O texto e as outras fotos que seguem foram extraídos daqui.

Cartola nasceu a 11 de Outubro de1908
no Rio de Janeiro, em um bairro chamado
Catete. Neste dia, o Brasil e o mundo recebia
um de seus cidadãos mais ilustres.

Ganhou o apelido pois quando
trabalhava em obras, usava um chapeu côco,
para não sujar os cabelos de cimento.

Foi em 1919 que Sebastião, Aída e seus
sete filhos chegaram no Buraco Quente,
(um bairro no morro de Mangueira).

Era franzino, mas muito esperto,
conta seu amigo e parceiro Carlos Cachaça,
que já morava em Mangueira.
Cartola em uma entrevista disse:
Nos meus olhos, em Mangueira
só tinham uns cinquenta barracos.
E provavelmente estava certo.

Ele e seus companheiros fundaram
a G.R.E.S Estação Primeira de Mangueira.

Sua contribuição à Cultura Brasileira é inestimável.

Sua concepção harmônica, suas melodias e versos
são simplesmente maravilhosos.
Mestres da Música como os maestros Villa Lobos
e Stokovsky foram ao Buraco Quente conhecê-lo
e tomar conhecimento de sua obra.

Devido ao racismo, Cartola nunca foi economicamente
bem sucedido. Trabalhou até como pedreiro para sobreviver,
e no meio dos anos 60 o jornalista Stanislaw Ponte Preta
encontrou-o lavando carros no bairro de Ipanema,
e perguntou: Voce não é o Cartola? Sou, foi a resposta.
Isso causou muito espanto ao jornalista, que passou
a ajudá-lo, tornando-o mais popular.
Cartola, gravou seu primeiro disco em 1974.

Mas sua vida não foi só de tristezas.

Entre a metade dos anos 60 até sua morte em1980
conheceu um pouco de popularidade (mas não dinheiro),
e descobriu que todos que tinham a chance de ouvir suas
canções, ou vê-lo tocar e cantar, passava a amá-lo.

Através de suas canções, o povo brasileiro
pôde entender um pouco mais a vida, e como lidar
com o dia a dia de uma maneira mais poética.

Cartola partiu desse mundo deixando suas canções
e seu amor, e nós o louvamos, e o amamos muito.

Cartola ignorou a injustiça pois esteve sempre
ocupado, com o que tinha no coração.

Tinha sabedoria suficiente para saber o quanto
estava adiante de seu tempo.



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Esse texto foi postado em sábado, 11 de outubro de 2008 às 20:57 nas categorias Centenário de Cartola, música. Você pode seguir as respostas pelo RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou trackback do teu próprio site.

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