Momento indignação

Mais um Joãozinho foi absurdamente assassinado pela polícia do RJ. Não. Isso não é filme americano. Infelizmente é a realidade de minha cidade. Mais uma família foi destruída, assim, de repente. Imagina. Você volta de uma festinha do amiguinho de seu filho e no meio do caminho tinha uma viatura da polícia seguindo um carro preto. E neste caminho, qualquer carro preto que estivesse no caminho seria metralhado. Que logística é essa, meu Deus?
E neste carro, poderia estar eu com meus filhos, você, com seus filhos, netos, amigos, pessoas de bem, trabalhadoras, pagadoras de impostos cada vez mais altos!! O que recebemos em troca? Um carro metralhado e a vida de uma família destruída.
Cada dia eu entendo menos a sociedade em que vivo, muito menos a minha cidade que agora está cada vez mais se tornando ‘virtualmente’ maravilhosa.
Os dias estão cinzentos nesta minha ‘Guanabara’ que amo tanto.
Ontem na comemoração adiantada dos 18 anos de minha sobrinha ( o dia mesmo é 9/7!), sua madrinha fez uma linda oração onde ela falava do milagre da vida. Parece algo tão óbvio, não é mesmo? Muitas vezes nem nos damos conta que estarmos vivos é um milagre. Vivemos simplesmente… as horas, os dias, os meses e o primeiro semestre que já terminou. Pois viver está cada vez mais se tornando um milagre no Rio de Janeiro. A violência está acabando com o Rio de Janeiro.
Estou triste por esta família. Poderia ser com qualquer um de nós. Por isso, agradeçamos sempre pelo milagre que é estarmos vivos hoje.
Espero que todos tenham uma boa semana.
Se quiserem ler sobre mais uma história triste de violência no Rio de Janeiro, clique aqui.
A foto do João Roberto foi tirada daqui.

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Esse texto foi postado em segunda-feira, 7 de julho de 2008 às 23:46 nas categorias Gonzaguinha, Rio de Janeiro, Simone, música, violência. Você pode seguir as respostas pelo RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou trackback do teu próprio site.

8 Comentários para “Momento indignação”

  1. evipensieri escreveu:

    Oi Sonia.

    A entrevista do pai foi de cortar o coração.

    Aonde vamos parar ??????

    Bjs.
    Elvira

  2. NANDO DAMÁZIO escreveu:

    Será que estamos completamente perdidos, Sonia ??

    Abraço !!

  3. Alê escreveu:

    Nem me fale.

    Estou tão indignada que nesses dias nem televisãoe stou assitindo.

    Sinto muito pelo Rio estar assim.

    Hoje eu ouvi uma música do Stevie Wonder com a Dionne Warwick na hora do almoço e lembrei muito de você.

    E seus filhos como estão?

    Eu vou operar no começo de agosto e estou tomando remédios e o cirurgião disse que fazendo o tratamento direito eu vou sarar do câncer de pele e quanto a coluna, estou fazendo natação.

    Beijos

    Alê

  4. Aninha Pontes escreveu:

    Você tem razão Sonia, de repente viver é um privilégio, que não nos dávamos conta antes.
    Sim, porque a impressão que temos é que morrer metralhado pela polícia é coisa normal.
    O abuso de poder, a falta de respeito à vida alheia, está levando a sociedade ao fundo do poço, ao descrédito em uma polícia que tínhamos de acreditar e respeitar, e não temer, como tem acontecido.
    Triste.
    Beijos

  5. Lilás escreveu:

    Olha Sonia, vou lhe dizer uma coisa – não acredito que tenha mais jeito para o Rio de Janeiro.
    Sinto muito pela dor que esta família está passando, sinto pela dor de tantas outras famílias com seus entes queridos perdidos e sinto por nós, que temos que criar nossos filhos em meio a tanta violência.
    Meu sonho é um dia poder ir-me embora definitivamente desta cidade que, como você bem disse,hoje uma “cidade virtualmente maravilhosa” e só.
    beijo carinhoso.

  6. Rosamaria escreveu:

    Essa é a triste realidade, Sonia, infelizmente.
    Aqui, que é uma cidade do interior, também tem acontecido coisas de arrepiar. Dá vontade de nem ver mais os noticiários, pq, se não é violência é roubalheira.Não sei onde vamos parar.
    Bjim.

  7. Sonia H. escreveu:

    Sabe, amigos, eu me recuso a simplesmente a aceitar este destino trágico e sangrento para o Rio de Janeiro e sua população. O pai do Joãozinho disse uma verdade em uma de suas tantas entrevistas: “não sou eu, não é a minha família que deve sair do RJ como se tivesse fugindo, é este governo, é quem faz mal ao RJ e ao povo desta cidade que deve ir embora de vez”. Sabemos que na prática não é fácil assim, mas o que me revolta é a inércia de todos nós.
    Um beijo para vocês,

  8. Blog do Beagle escreveu:

    Sonia, a sua indignação é a minha indignação. Bjkª. Elza

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