Viva São João!

Quem aqui gosta dessa época das festas juninas? Eu sempre gostei, desde criança de festa junina. Imagino que no nordeste a tradição das festas seja tão forte quanto é o desfile das escolas de samba no carnaval carioca. Ontem vi uma reportagem sobre as festas juninas de Campina Grande na Paraíba e pude perceber como é importante esta época para os paraibanos. Talvez seja a época onde a Paraíba receba mais turistas durante o ano.
A festa junina da minha família este ano será festa ‘julhina’, comemorada em julho este ano. Como disse em outro post, esta festa já faz parte da tradição da família pois além de nos divertirmos bastante, é uma forma de encontrarmos com nossos parentes de outras cidades, por exemplo, pois geralmente eles vêm para o Rio, para curtirmos a festa juntos. As crianças
curtem muito a pescaria, as gincanas que minhas primas organizam. Minha filha está contando os dias para esta festa :-) .
Encontrei reportagens muito interessantes sobre a festa de São João. Se quiserem ler um pouco mais sobre este aspecto cultural do Brasil, é só acompanhar os textos que seguem.






Festa de São João


A fogueira

Vários costumes juninos representam atos em homenagem a São João. A fogueira, por exemplo, lembra o anúncio do nascimento de João Batista, filho de Isabel e primo de Jesus, à Virgem Maria. Como era noite e Isabel morava em uma colina, esta foi a forma encontrada para o aviso. Por este motivo, nas noites de junho são montadas fogueiras como forma de celebração. Para a Igreja Católica, o acontecimento significa algo mais, o de preparar a vinda de Jesus. No sertão, o batismo de João também é lembrado com banhos à meia-noite no rio mais próximo.

Quadrilha

De origem francesa, a quadrilha era uma dança típica que celebrava os casamentos da aristocracia européia. Dançada em pares, já era praticada no Brasil desde 1820 e foi se popularizando desde então. Os tecidos finos da nobreza francesa deram lugar à chita, tecido mais barato e acessível, e o casamento nobre foi adaptado a uma encenação.

O enredo da união caipira é geralmente o mesmo: a noiva, que geralmente está grávida, é obrigada a casar pelos pais e o noivo recusa, sendo preciso a intervenção da polícia para que o caso se resolva. A quadrilha, como era no começo do século XIX, é realizada como comemoração do casório.

A mudança dos passos é anunciada por um locutor ao som do forró. Existem, hoje, as chamadas quadrilhas
estilizadas com passos marcados e coreografias ensaiadas (que mais parecem aulas de ginástica aeróbica) e criadas exclusivamente para uma determinada música.

Se tiver vontade de aprender ou matar a saudade de como se dança a quadrilha, visite este site aqui.

É interessante perceber a influência francesa até mesmo nos nomes dos passos.

Forró

Existem duas atribuições para a origem do nome forró. Uma delas é que corresponda etimologicamente ao termo forrobodó, que – na linguagem do caipira brasileiro – quer dizer festança ou baile popular onde há grande animação, fartura de comida e bebida e muita descontração. A outra é ao termo inglês for all (para todos), usado para designar festas feitas nas bases americanas no Nordeste, na época da Segunda Guerra Mundial, e que eram abertas ao público, ou seja, “for all” e a pronúncia local transformou a expressão em forró. A música é tocada à base da sanfona, da zabumba e do triângulo, conhecida como arrasta-pé ou pé-de-serra, sendo esta última considerada a versão mais autêntica. O ritmo sofreu algumas variações e atualmente alguns músicos incorporaram o baixo, a guitarra e a bateria às suas melodias.


Baião

Acredita-se que a palavra baião tenha surgido de bailão, fazendo alusão a “baile grande”. Esta dança popular do século XIX permite a improvisação, sendo mais rápido do que o xote que a torna mais viva.

A habilidade nos pés é maior, exigindo movimentos mais velozes do corpo. Os passos são acompanhados por palmas, estalos de dedos e “umbigadas”. A marcação da dança segue a musicalidade dos cocos e da sanfona.

Fonte: © Hotsite São João Pernambuco.com

Comidas Típicas

Como a festa coincide com a colheita do milho, boa parte das guloseimas é feita a partir do grão, como pamonha, canjica, curau, pipoca e bolo. Com o tempo, cresceu a participação das culturas negra e indígena, aumentando a variedade do cardápio com pinhão, pé-de-moleque, cocada, batata- doce, vinho quente e quentão.


Fonte:http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR77767-6006,00.html

Músicas Juninas

Olha Pro Céu Meu Amor
Autores:José Fernandes e Luiz Gonzaga

Olha pro céu meu amor / Vê como ele está lindo /
Olha prá quele balão multicor / Como no céu vai sumindo.
Foi numa noite igual a esta / que tu me deste o teu coração/
O céu estava em festa / porque era noite de São João /
Havia balões no ar / xote, baião no salão /
E no terreiro o teu olhar / que incendiou meu coração.

Sonho de Papel
Autor: Alberto Ribeiro

O balão vai subindo/ Vem caindo a garoa/ O céu é tão lindo/ E a noite é tão boa/ São João, São João/ Acende a fogueira/ No meu coração.
Sonho de papel/ A girar na escuridão/ Soltei em seu louvor/ No sonho multicor/ Oh! Meu São João.
Meu balão azul/ Foi subindo devagar/ O vento que soprou/ Meu sonho carregou/ Nem vai mais voltar.

Capelinha de Melão
domínio público

Capelinha de melão / É de São João /
É de cravo, é de rosa / É de manjericão.
São João está dormindo / Não me ouve não /
Acordai, acordai / Acordai, João.

Pula a fogueira
Autores: Getúlio Marinho e João B. Filho

Pula a fogueira, Iaiá
Pula a fogueira, Ioiô
Cuidado para não se queimar
Olha que a fogueira
Já queimou o meu amor
Nesta noite de festança
Todos caem na dança
Alegrando o coração
Foguetes, cantos e troca
Na cidade e na roça
Em louvor a São João
Nesta noite de folgueto
Todos brincam sem medo
A soltar seu pistolão
Morena flor do sertão
Quero saber se tu és
Dona do meu coração

Isto é Lá Com Santo Antônio
Autor: Lamartine Babo
Eu pedi numa oração
Ao querido São João
Que me desse um matrimônio
São João disse que não!
São João disse que não!
Isto é lá com Santo Antônio!
Eu pedi numa oração
Ao querido São João
Que me desse um matrimônio
Matrimônio! Matrimônio!
Isto é lá com Santo Antônio!
Implorei a São João
Desse ao menos um cartão
Que eu levava a Santo Antônio
São João ficou zangado
São João só dá cartão
Com direito a batizado
Implorei a São João
Desse ao menos um cartão
Que eu levava a Santo Antônio
Matrimônio! Matrimônio!
Isso é lá com Santo Antônio!
São João não me atendendo
A São Pedro fui correndo
Nos portões do paraíso
Disse o velho num sorriso:
Minha gente, eu sou chaveiro!
Nunca fui casamenteiro!
São João não me atendendo
A São Pedro fui correndo
Nos portões do paraíso
Matrimônio! Matrimônio!
Isso é lá com Santo Antônio

Noites de junho
(de João de Barro e Alberto Ribeiro)

Noite fria, tão fria de junho
Os balões para o céu vão subindo
Entre as nuvens aos poucos sumindo
Envoltos num tênue véu
Os balões devem ser com certeza
As estrelas aqui desse mundo
As estrelas do espaço profundo
São os balões lá do céu
Balão do meu sonho dourado
Subiste enfeitado, cheinho de luz
Depois as crianças tascaram
Rasgaram teu bojo de listas azuis
E tu que invejando as estrelas
Sonhavas ao vê-las ser astro no céu
Hoje, balão apagado, acabas rasgado
Em trapos ao léu.

Chegou a hora da fogueira
(Lamartine Babo)

Chegou a hora da fogueira
É noite de São João
O céu fica todo iluminado
Fica o céu todo estrelado
Pintadinho de balão
Pensando no caboclo a noite inteira
Também fica uma fogueira
Dentro do meu coração
Quando eu era pequenino
De pé no chão
Eu cortava papel fino
Pra fazer balão
E o balão ia subindo
Para o azul da imensidão
Hoje em dia o meu destino
Não vive em paz
O balão de papel fino
Já não sobe mais
O balão da ilusão
Levou pedra e foi ao chão

Fonte das imagens e das músicas: google.com

Tenham todos uma ótima semana!

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Esse texto foi postado em terça-feira, 24 de junho de 2008 às 12:03 nas categorias Festas Juninas, São João Batista, Tradições. Você pode seguir as respostas pelo RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou trackback do teu próprio site.

Um comentário para “Viva São João!”

  1. Georgia escreveu:

    Eu conheco muitas cantigas dessa ai do meu tempo que dancava caipira na escola. Lindo as fotos escolhida por você. Dancar quadrilha tinha a sua magia e pular a fogueira também.

    Beijao

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