Sobre a Valorizaçao da Mulher Brasileira


ALGUMAS INDAGAÇÕES SOBRE A EROTIZAÇÃO PRECOCE NA MENINA BRASILEIRA
Foi por causa de uma saia justa vivenciada pela amiga Lys com um londrino ignorante que surgiu a idéia da blogagem coletiva. Lys fez um desabafo muito sincero neste post aqui e depois de alguns momentos de reflexão, ela e nossa amiga Meire acharam importante nos reunirmos para discutirmos a situação da mulher brasileira de nossos dias. Valorizo a iniciativa, já que o fato de várias pessoas refletirem sobre um mesmo assunto ao mesmo tempo é uma maneira de aprendermos por meio da troca de idéias sobre o que podemos fazer em nosso dia-a-dia para mudarmos a realidade de questões tão mal resolvidas com relação ao universo da mulher em nosso país. Melhor ainda, todas as informações trocadas ficarão registradas na net para quem queira pesquisar e buscar soluções para melhorar a vida e quem sabe, romper com alguns estereótipos em torno de nós mulheres.
Aproveitando o dia internacional da mulher, falaremos sobre o que se pode fazer para buscarmos a valorização das mulheres do Brasil. Por ser um tema muitíssimo vasto, decidi delimitar-me em apenas um tópico que já é por si muito instigante e complexo. Algo que muito tem me incomodado como mulher, mãe, tia, madrinha e educadora é o descaminho da infância, mais especificamente com relação à erotização precoce da meninas brasileiras. Não saberia precisar como anda esta questão em outros países. Entretanto, a erotização precoce nas meninas brasileiras nunca esteve tão latente como em nossos dias. Pesquisei na internet sobre o tema e há muitos trabalhos acadêmicos e blogs combatendo o problema, entretanto, infelizmente não se pode dizer o mesmo das autoridades, sejam dentro ou fora de nossas casas. Em primeiro lugar, temos uma grande vilã nesta história: a mídia exerce um poder ferrenho sobre as crianças e a televisão em especial, é o meio mais direto de difundir valores estereotipados para as crianças, que muitas vezes podem assistir a toda programação com aprovação dos pais! Não quero aqui pregar falsos moralismos, ou dar enfoque religioso do que ‘pode ou não pode’ ou até mesmo pregar a volta da censura. Deus nos livre disso. Porém, a ausência total de regras faz com que as crianças fiquem sem rumo e neste caso, o que acontece é que apesar de não estarem preparadas para viver como adultos, elas se tornam adultos em miniatura. Existem diversos fatores que refletem o comportamento atual de meninas pre-adolescentes. Primeiramente, vamos começar pela roupa que as crianças são ‘estimuladas’ a vestir – vocês já perceberam como é raro, pelo menos nas grandes cidades, encontrarmos meninas vestidas com roupas de ‘meninas’? Bem, no Rio de Janeiro, é cada vez mais raro. Eu mesma visto minha filha com vestidos de menina e nas festinhas de aniversário ela é a ‘diferente’… As meninas de hoje – e refiro-me às de 5 a 10 anos, gostam de roupas que valorizam o corpo: roupas insinuantes, saias justas, saltos altos… E a maquiagem? Elas querem usar batom, sombra, como se isso fosse a coisa mais natural do mundo. Minha filha via suas amiguinhas indo para escola maquiadas e chorava muito quando eu lhe dizia que uma criança de 6 anos não usa maquiagem… É complicado…. O poder da mídia é tão forte que muitas mães e pais acabam cedendo. Aliás, sobre este assunto de manter os pés firmes na educação dos filhos, li uma postagem no blog da Rosely Sayao que ilustra bem esta situação. ( do dia 4 de março).

Portanto, aliada à televisão, temos a publicidade. Os mercados já captaram essa precocidade das meninas e lançam produtos direcionados a elas. Claro! O que importa são os lucros, não é mesmo? São perfumes, batons, sandálias da Xuxa, tamanquinhos da Carla Perez, produtos da Sandy, Claudia Leite, novela Dance Dance …. (Ninguém merece tanto lixo de consumo, gente!) Um outro fator muito permissivo nessa assimilação deturpada de valores é o papel da música no imaginário infantil. Tal influência pode ser tanto positiva quanto negativa. E isso depende do tipo de música que a criança costuma ouvir!! Acredito ser a influência musical, assim como a anarquia da televisão brasileira, os dois grandes pilares maléficos nesse processo de erotização precoce da menina brasileira. Perdoem-me os admiradores dos estilos musicais que citarei agora, mas sem generalizar, algumas letras de pagode e funk, por exemplo, possuem conotações sexuais fortes demais para uma criança desta idade. E com as músicas, vêm as coreografias das dançarinas, que se vestem de modo a ressaltar seus atributos físicos, com seus requebros sensuais e tornam-se as musas dos rebolados para as meninas… Lembro há algum tempo atrás, quando fui a um aniversário de criança e era a moda da ‘dança da boca da garrafa’. As meninas de 5, 6, 7 anos dando aquele ’show’ em suas inocências, e os pais maravilhados com a ‘desenvoltura’ das mesmas…. É inevitável que todas essas pressões sociais acabam empurrando as meninas para erotização precoce, prejudicando o crescimento delas. E o que acontece com nossas meninas hoje irá refletir na mulher brasileira de amanhã. Até quando teremos em nossa sociedade, tamanha vulgarização da condição feminina? Até quando a mulher será vista em 99,9% dos casos como um objeto de desejo, como uma bunda somente, mulher siliconada e/ou lipoaspirada, e não como sujeito, dona da sua própria história, dona de suas próprias escolhas? Vocês já observaram, por exemplo, a perspectiva que se tem da mulher nas propagandas de cerveja no Brasil? Acredito sempre na educação, pois é somente através da educação tanto formal, mas neste caso, principalmente a educação que recebemos em nossas casas, que poderemos reverter este processo. Confesso que fico muito assustada, como mãe, quando leio depoimentos como estes que seguem:

“O aniversário de 9 anos da paulistana Mirella Camanho foi comemorado em um salão de beleza, onde ela e outras nove amiguinhas se divertiram com o arsenal a sua disposição: pintaram as unhas, fizeram escova no cabelo e foram maquiadas. A festa da curitibana Camila dos Santos, da mesma idade, foi mais convencional. Teve salão de festa transformado em boate, com direito a luz estroboscópica, DJ e, no lugar de bolo e brigadeiro, jantar à base de estrogonofe. Muito gente grande, sem dúvida, mas o tipo de balada evitado ultimamente pela carioca Dora Ghelman, 8 anos. Preocupada com o que considera alguns quilos a mais, ela tirou o arroz do cardápio, evita doces e guloseimas e se pesa todo dia na balança de casa. Mirella, Camila e Dora são o retrato das meninas de 7 a 12 anos, um clube de princesinhas precoces, exigentes e decididas, que, cada vez mais, trocam a brincadeira de casinha e boneca por horas na frente do espelho, modelitos produzidos ou altos papos.” (VEIGA, 2000, p. 42-45.)
“Em uma edição nacional, a revista Playboy, já há algum tempo, como marketing de venda, anunciou ao Brasil inteiro um ensaio fotográfico de uma modelo da seguinte forma: “18 aninhos, mas um corpinho de 13” . Em outras palavras, a mercadoria vendida era a circunstância da garota aparentar treze anos de idade. Em última análise, a revista lançava a o produto com um apelo publicitário voltado para a imagem erótica de um corpo adolescente, evidenciando, assim, a existência de um mercado para este tipo de estímulo sexual e fantasia.” fonte: http://www.infanciaprecoce.wordpress.com

Uma outra questão relevante que já foi motivo para outra blogagem coletiva é que esta precocidade acaba propiciando o avanço da pedofilia, principalmente na internet, já que as crianças muitas vezes têm acesso irrestrito e assim ficam mais vulneráveis aos ataques de pedófilos. Faltam limites! Na minha concepção de mãe, crianças precisam de muito afeto mas de limites e regras também! Infelizmente o que tenho percebido é que as meninas queimam etapas importantes da vida, talvez a mais importante – a infância. E aí, tornam-se mulheres em miniaturas. Hoje meninas pre-adolescentes estão menstruando mais cedo devido ao aumento dos níveis hormonais. Muitas meninas de 10 anos já não querem mais ser BV ( sigla da geração adolescente para ‘boca virgem’. A pressão é enorme entre as meninas. Triste, não? Encontrei muitos textos na internet, interessantes, informativos, e relevantes sobre a erotização infantil e reproduzo dois deles aqui, como um ‘grito de alerta’ para ajudarmos nossas filhas, sobrinhas, afilhadas, alunas, etc. desenvolverem suas subjetividades sem queimar etapas, tomando um passo de cada vez, vivendo uma fase de cada vez – ‘apressado come cru’, não é mesmo? Sei que sempre haverá algo para dificultar, atrapalhar este processo de amadurecimento, mas é aí que nós pais entramos na história, como papel de bússola mencionada pela Rosely Sayão para guiarmos nossos filhos. Mais triste do que ver uma minimulher, é observar que muitas mães e pais acham este fenômeno ‘normal’, é como se tivessem cegas, hipnotizadas… e aí, a situação torna-se um círculo vicioso….

Campanha: Diga não a erotização infantil!

Nos últimos anos, as crianças brasileiras, influenciadas pela mídia e pela música de má qualidade, vêm sofrendo o que os especialistas chamam de “erotização precoce”.

A Campanha “DIGA NÃO À EROTIZAÇÃO INFANTIL” visa esclarecer à sociedade a importância da música na formação do caráter e da personalidade da criança bem como os perigos da erotização precoce.

FENÔMENO SOCIAL IMPOSTO PELA MÍDIA
Os meios de comunicação, ao contrário do que muitos pensam, não têm o menor compromisso com a cultura e a formação dos indivíduos. É uma vitrine de tudo que pode vender milhões, não importando a qualidade do produto.

EROTIZAÇÃO PRECOCE
O sexo e tudo que o envolve – sedução, conquista, intimidade, prazer e reprodução – faz parte do mundo dos adultos. Assim como o trabalho e a responsabilidade civil ou criminal. Incentivar ou permitir que uma criança fale, vista-se ou dance como adultos é como assistir passivamente aos menores que trabalham nos fornos de carvão ou nos canaviais do nordeste.

INICIAÇÃO SEXUAL SEM MATURIDADE FÍSICA E EMOCIONAL

Conseqüências diretas da “erotização precoce” são crianças de 10/11 anos namorando e tendo relações sexuais aos 13/14 anos. Sem maturidade, sem informação, sem preservativos, sem anti-concepcionais. Apenas atendendo inconseqüentemente à explosão hormonal. E nós, avós precoces aos 40 anos, assistimos impotentes a tudo isso e podemos ver nossos filhos arcarem com responsabilidades de adultos, quando deveriam estar brincado de carrinho ou de boneca, ou se preparando para o futuro.

PERPLEXIDADE E PASSIVIDADE DA SOCIEDADE DIANTE DO FENÔMENO
Uma tendência social demora a se tornar “aberração”. Até que os números sejam coletados e os dados vistos como alarmantes muitas vítimas já foram feitas. As pessoas tendem a ver a violência, as drogas e até a erotização precoce como algo distante, que acontece aos filhos dos outros. Mas, se olharmos bem de perto, todos temos um parente, um amigo ou vizinho passando por algum destes problemas.

O QUE PODEMOS FAZER PARA REVERTER ESTA SITUAÇÃO
Basta estar atento e agir. Se você, pai ou educador, se preocupa com o quadro que apresentamos, tem muitas atitudes a tomar.

Divulgue esta campanha; Não permita que seus filhos se vistam como adultos; Não estimule as coreografias por vezes pornográficas que alguns “artistas” apresentam; Não financie a roda da fortuna criada com o lançamento indiscriminado de banalidades e produtos anti-educativos gerados pela mídia com intenção exclusiva de lucro.

Você tem este poder de ação. Todos somos responsáveis pela nova geração que estamos deixando para assumir o mundo. Nossa responsabilidade é tornar nossas crianças adultos felizes, equilibrados, realizados e cidadãos conscientes do seu espaço e dos outros.

DIGA NÃO A EROTIZAÇÃO INFANTIL !!!!
Fonte:http://www.diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com

Erotização da música influi na precocidade sexual da criança
07/02/2008, 10:00

É comum vermos crianças cada vez mais novas cantando e dançando ao som de refrões carregados de sexualidade, utilizando roupas e calçados impróprios para essa fase. As músicas erotizadas se tornam febre entre meninos e meninas em todo o país, mesmo sem muitas vezes terem conhecimento do que estejam ouvindo ou dançando. Mas qual a influência dessas músicas no desenvolvimento da criança? De que modo a letra de uma canção pode influenciar o comportamento infantil?

Para a psicóloga Aline Maciel, músicas de cunho apelativo com letras que tratem de sexo estimulam a iniciação sexual precoce entre meninos e meninas. Segundo ela, “músicas com uma carga sexual muito forte aliadas a coreografias sensuais fazem com que as crianças tenham acesso a elementos que não são adequados a sua faixa etária, induzindo comportamentos inadequados”.

O artigo A música e o Desenvolvimento da Criança, de autoria da Doutora em Educação Monique Andries Nogueira, atesta que a música tem um papel importante nos aspectos afetivo e social de meninos e meninas desde a primeira infância, período que vai do nascimento aos seis anos de idade. Além disso, ela funciona como meio de inserção e identificação cultural entre elas.

Entretanto letras e danças erotizadas fazem com a sexualidade, entendida como elemento presente em todos os estágios de desenvolvimento do indivíduo, se volte para o sensual, o erótico e o excitante, quando deveria ser canalizada para a construção das emoções, das relações sociais, da experimentação de papéis e do desenvolvimento da afetividade.

O acesso precoce a esse tipo de produto cultural faz com que a criança deixe de vivenciar a infância e aquilo que é próprio da fase, que é o brincar. Com a banalização do sexo, a percepção da criança é alterada. “A criança começa lidar com a sexualização do corpo sem o devido entendimento de como isso deve ser tratado”, explica Aline Maciel.

O resultado disso é o adiantamento do primeiro contato com a sexualidade, que deve acontecer na pré-puberdade, a partir do onze anos de idade. “A criança sofre uma pressão da sociedade, antecipando todo o seu processo sexual e vivendo a sua sexualidade sem inteireza e maturidade”, opina Aline Maciel. Para ela, as crianças se tornam erotizadas e em especial as meninas, que passam a ver o corpo como entidade de prazer, consumo e status social.

Imagem da mulher

Várias músicas distorcem a imagem da mulher ao utilizarem expressões como “cachorra”, “potranca”, “Maria-gasolina” e “piriguete”, que reforçam o estigma da mulher como objeto sexual e do corpo com valor de troca, denegrindo sua imagem. Esse tipo de produção afeta diretamente o desenvolvimento das meninas. “As mulheres quando dançam as coreografias carregadas em sensualidade atraem a atenção dos homens. Então, as meninas passam a se preocupar também em atrair os meninos, o que é impróprio para a infância”, comenta Aline Maciel.

Uma das decorrências disso, é o aumento dos índices de gravidez na adolescência e dos casos de abuso e violência sexual. De acordo com as estatísticas do Registro Civil, divulgadas em dezembro do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice de partos em mães adolescentes em Sergipe representou 21,53% do total de nascimentos em 2006. Com a gravidez precoce, várias etapas do desenvolvimento são queimadas. Com a responsabilidade de uma vida nova para cuidar, muitas vezes a primeira conseqüência é o abandono dos estudos.

Com a precocidade da sexualidade da infância, os casos de abuso e exploração sexual tendem a aumentam. Em Sergipe, até setembro de 2007, a Maternidade Hildete Falcão, onde são realizadas perícias de casos desse tipo, realizou 150 atendimentos a vítimas. Os Conselhos Tutelares também registram frequentemente casos de exploração sexual comercial de crianças e adolescentes em Aracaju. Somente em 2006, foram registradas 23 ocorrências.

Um outro agravante a essa questão é o fato dos pais aprovarem que os filhos escutem músicas e dancem coreografias com sentido dúbio e sensual. “Quando os pais acham bonitinho que suas filhas usem aquele tipo de roupa e dancem essas músicas, eles estão contribuindo para a precocidade do sexo e o adultecer da criança”, esclarece a psicóloga.

Papel dos pais e da escola

O contato da criança com músicas que estimulam o erotismo e a sexualidade deve ser acompanhado pelos pais. “Os pais devem conversar com os filhos, fazendo com que eles reflitam sobre o conteúdo das músicas. Para que eles entendam que aquele tipo de música não é legal”, destaca Maciel.

Levar a criança a ter acesso a outros tipos de música, de cunho criativo, reflexivo e ao mesmo tempo divertido é um outro caminho possível na hora de reeducar os filhos musicalmente. Segundo Aline Maciel, “é necessário uma contrapartida dos pais ao se envolverem com os filhos e apresentarem a eles um tipo de música adequado”.

Além dos pais, a escola também tem papel fundamental na conscientização das crianças. “A escola precisa oferecer à criança um tipo de música diferente daquele que é tocado nas rádios e na TV”, reforça a psicóloga. O projeto pedagógico e o professor em sala de aula precisam desenvolver no aluno a capacidade de crítica e reflexão sobre o tema da sexualidade.

Contudo a psicóloga alerta que cabe aos pais escolherem a escola mais adequada e cobrar dela o cumprimento do projeto educacional apresentado, acompanhando as atividades desempenhadas e conversando com seus filhos.

A erotização da mídia

A música está presente em programas de TV, em anúncios publicitários, em filmes e em outros produtos de mídia. É muito utilizada como meio de estímulo ao consumismo e a violência. Mas ainda são as músicas que tratam de sexo, relacionamentos amorosos, traição e outros temas relacionados que mais prejudicam as crianças. Para a pesquisadora Maria José Subtil, no artigo Mídias e Música: a construção social da noção de infância, “da parte da mídia, o reforço a uma visão erotizada das crianças cria uma espécie de mal-estar em “ser infantil” e acentua nessas crianças manifestações miniaturizadas de características dos adultos”.

Ética e Legislação

A veiculação de músicas e danças na TV que explorem a sexualidade fere o Código de Ética da Radiodifusão Brasileira que determina, no Capítulo II, artigo 15, que “as emissoras de rádio e televisão não apresentarão músicas cujas letras sejam nitidamente pornográficas”.

O artigo 71 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) assegura que “a criança e o adolescente têm direito a informação, cultura, lazer, esportes, diversões, espetáculos e produtos e serviços que respeitem sua condição peculiar de desenvolvimento”, ao passo que o artigo 59 prevê que “os municípios, com o apoio dos Estados e da União, estimularão e facilitarão a destinação de recursos para espaços e programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude”.

Além disso, o ECA responsabiliza o poder público pela regulamentação de espetáculos públicos, entre eles shows musicais, informando as faixas etárias de acesso a que não se recomendam, além de locais e horários inadequados para a sua realização (Art. 74).

SUGESTÃO DE BOX:

Música: aliada ao desenvolvimento saudável

A música também contribui positivamente para o desenvolvimento da criança, quando empregada em contexto adequado. De acordo com a psicóloga Aline Maciel, “a música desenvolve a percepção, a concentração, a observação e a criatividade da criança”.

Ao mesmo tempo em que a música possibilita essa diversidade de estímulos, ela pode estimular também a absorção de informações e a aprendizagem, principalmente no campo do raciocínio lógico, da memória, do espaço e do raciocínio abstrato. A especialista ressalta que essas características são desenvolvidas “dentro de melodias suaves, de construções harmônicas adequadas e letras construtivas”.

A pesquisadora Monique Andries Nogueira afirma que a música também traz efeitos muito significativos no campo da maturação social da criança. É por meio do repertório musical que a criança se inicia como membros de um grupo social. Além disso, a música também é importante do ponto de vista da maturação individual, isto é, do aprendizado das regras sociais por parte da criança.

Fonte: http://www.institutorecriando.org.br/ler.asp?id=10176&titulo=Paltas Fonte das fotos: google imagens

Sei que esta postagem ficou longa, mas é por uma boa causa. Termino o post saudando as mulheres: parabéns para todas nós!

Tenham todos um ótimo fim-de-semana!!

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Esse texto foi postado em sábado, 8 de março de 2008 às 14:17 nas categorias Blogagem Coletiva, er, valorização da mulher. Você pode seguir as respostas pelo RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou trackback do teu próprio site.

26 Comentários para “Sobre a Valorizaçao da Mulher Brasileira”

  1. Lulu on the Sky escreveu:

    Lindo seu texto. Infelizmente a mídia é a grande responsável pela erotização das crianças. Vemos meninas querendo ser mulheres antes do tempo e deixam a infância de lado.
    Tb participei desta blogagem.
    FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER.
    Big Beijos

  2. Aninha Pontes escreveu:

    Sonia minha querida, você foi perfeita, tocou num ponto importantíssimo que é a educaçao e a erotização precoce.
    Fico penalizada quando vejo meninas querendo imitar as mulheres que chamam a atenção através de seu corpo, já pequenas esquecem de aprender, ou as mães esquecem de ensinar o mais importante, que é o respeitar seu próprio corpo, amar o seu próprio corpo, e quem se ama, não se maltrata, não se entrega à exploração.
    Dia desses meu amigo Ery, está nos meus links, Ery Roberto, fez um post perfeito sobre colocar limites.
    Quando tiver um tempinho dê uma olhada, vale a pena.
    Parabéns pelo post, valeu menina.
    Um beijo

  3. evipensieri escreveu:

    Sonia,

    Adorei seu texto. Infelizmente as meninas já aprendem a rebolar, dançar na boquinha da garrafa e a descer até o chão na dança do créu desde pequenas.

    É horrivel. E alguns ainda acham bonitinho.

    Feliz dia das mulheres.

    Bjs.
    Elvira

  4. Anunciação escreveu:

    Menina,tiro o chapéu!Que conteúdo!Muito bem!Obrigada por sua visita.

  5. Scliar escreveu:

    Sonia, você nem imagina o quanto tive dificuldade para que minha filha fosse simplesmente criança até se acabar de ser criança… E via as amiguinhas dela, submersas pela midia. Mas, conhecendo os bastidores destge mercado virulento, a gente consegue se proteger um pouco mais. Comentei sobre este aspecto (inclusive pinçando os casos das pequenas misses) no meublog, no dia da blogem contra a pedofilia:
    http://womarket.blogspot.com/2008/02/contra-pedofilia.html
    Parabens! Vale a pena insistir. Bzus, bom domingo.

  6. Sombra do Sol escreveu:

    Bom dia, só hoje conseguindo chegar aqui, nossa blogosfera é magnifica devido a fatos assim, todos nós unidos com um só objetivo, proporcionando essa interação entre os blogueiros, e nos dando oportunidade de conhecer “casas” novas como é o seu caso, e por sinal muito acolhedora e um post magnífico, você está de parabéns! Temos que tentar reverter essa imagem da mulher brasileira. Sou contra qualquer tipo se erotização principalmente com jovens e crianças, sou contra os tempos do salazarismo em que uma mulher para viajar para o estrangeiro tinha de ter uma autorização escrita do marido. Sou contra os comentários machistas que se ouvem quando uma mulher comete um erro a conduzir, do gênero vê-se logo que é mulher. Sou contra o fato de muitos empregadores discriminarem as mulheres na altura da contratação só porque podem engravidar, ou contratá-las com a cláusula de não poderem engravidar. Se eu continuar daria para fazer um livro com minhas contrariedades. Muito obrigado por abraçar causa tão nobre e que tanto nos comove. Tenha um excelente domingo e uma semana com muita paz, saúde e luz. Abraços fraternos.

  7. teresa escreveu:

    arrasou! e nós todas lavamos um pouco a alma nessa blogagem coletiva. que ela produza seus frutos.

  8. Grace Olsson escreveu:

    bom dia, SÔnia

    faz tempo que ando a te procurar por que vc deixa comentário em meu blog e tem letras faltando e nao te achava. eNCONTREI VC NA lyS COMO SONIA E VIM DIRETO E ERA VC.
    Olha, essa erotização da criança vsai levar a problemas graves no futuro. Mas as mães colaboram e muito para isso.
    Eu vi no aeroporto de São paulo esta semana, uma criança que nao tinha mais do qu 7 anos, Sônia, de sapato alto, baton, brilho nos lábios, unhas pi ntadas com aquele negocio de uma partezinha branca(sei la como chamam aquilo), bolsa estilo channel, sainha curta mostrando a bunda, meia calça, blusa estilo Gretchen e fiquei me perguntando se aquele casal – sendo pais- nao estava achando ridículo aquela cena. Pois todo mundo ficou estupefato.
    Que mulher será essa menina.
    A blogagem serve de alerta. Agora, eu pouco me incomodo com a imagem da mulher brasileira que se encoste em mim. Eu ando meio mundo e tenho orgulho de ser brasileira. Me faço respeitar. Mas tem gringo que vê a nossa mulherada pelo olho enviesado do macho europeu frustrado que nao acha mulher na eruopa e correm a se bestializar no Brasil.
    Eu acho que a imagem da mulher brasileira nao é arranhada pela prostituta que vai se prostituir fora do país, apenas. Vai além disso.
    Mas, eu nao entro no mérito e uma vez no exterior, nao me detenho em NADA.E foco minhas ações na minha causa. Onde tem gringo amigo, chego de mansinho e peço ajuda para a criança carente. Eles podem até achar ruim, mas até agroa nenhum disse NÃO…rs…
    beijos e obrigada pela suas visitas, seu post que se detém na criança que , ao meu ver dever ser prioridade em tudo, e mil perdões por aqui nao ter vindo.
    \dias felzies, SEMPRE
    Grace Olsson
    http://eueorenascerdascinzas.blogspot.com/

  9. Celia escreveu:

    Maravilhoso seu post.Vc falou de uma coisa que escre crescendo muito nos dias de hoje; esse exibicao das criancas. Muito bom mesmo. Parabens. Uma boa semana. Bj

  10. Georgia escreveu:

    Perfeito o seu texto. Maravilhoso mesmo. Vc tocou num ponto que eu estou sempre combatendo: A mídia. A lavacao cerebral que ela fazendo na velha e na nova geracao. É, porque a antiga geracao pirou de vez e tá encrementando a nova. Imagina essas festas de aniversário que vc citou em seu texto. Deus do céu, onde iremos parar? Aqui ninguém usa roupa de marca e Viviane adora vestido e saia. Bem menina mesmo com diademas e Mariachinha.

    Beijao e boa semana

  11. Georgia escreveu:

    Mariachiquinha, rs.

    Bjus

  12. Alessandra escreveu:

    Olá Sonia

    Que post maravilhoso: lúcido, esclarecedor e altamente instrutivo e educativo.

    Eu participo de um grupo que ajuda mulheres grávidas que não possuem condições econômicas para o sustento de sustento de seus filhos.

    Existem nesse grupo com o qual trabalhamos meninas de 10,12, 14 anos e por aí vai.

    As de 14 anos muitas vezes já estão na segunda gravidez.

    Essa semana eu atendi um caso no escritório de uma mulher que foi agredida pelo marido e como não posso entrar em detalhes por questão de ética , só lhe digo que é triste de ser ver a situação nos dias autais da mulher não apenas em nosso País, mas no mundo.

    Eu quis homenagear a minha avó no psot porque foi ela que me ensinou a viver a minha infância até entrar na dolescência de maneira simples, bonita e sem qualquer tipo de estereótipo que a mídia tenta impor todos os dias em nossas vidas.

    Parabéns mais uma vez por esse post.

    O que mais me dói nisso tudo é saber do alto índice de suicído de meninas que engravidam e por medo da família e por falta de ajuda muitas vezes até do própiro parceiro que se nega a assumir a responsabilidade também da gravidez e cujos índices desses casos não são divulgados em nosso País são cada vez mais alarmantes.

    Sem falar das adolescentes que infelizmente morrem durante a prática de aborto.

    Aí está todo o caos dessa sensualidade que cada dia chega mais cedo em nossas vidas.

    Abraços

    Alessandra

  13. Eduardo P.L. escreveu:

    Muito interessante sua postagem.Um aspecto pouco abordado do assunto.
    Tem toda razão. Um crime fazer de crianças, adultos erotizados!
    Parabéns!

  14. vivendo escreveu:

    Oi, Sonia!
    Boa noite!Seu post está muito bem escrito, irretocável. É mesmo absurdo crianças com roupas de adulto, dançando o tchan, créu, garrafa, sei lá…E quando cantam aquelas letras de duplo sentido pornográficas e obscenas…Lamentável!E tem adulto que acha bonitinho…Uma violência.
    beijo, Vivi

  15. vivendo escreveu:

    Sonia,
    eu também gosto muito de genealogia e sempre que vejo borboletas tenho lembrado de seu blog. E que coincidência é sua família ter vínculo com Barra de S joão. Eu moro pertinho de lá.beijo, Vivi

  16. Blog do Beagle escreveu:

    Só posso elogiar. Belo trabalho e perfeita abordagem. Bjkª. Elza

  17. Sonho Meu escreveu:

    E eu que detestava a Xuxa e achava que tava deturpando as nossas crianças. A Xuxa começou a “imperar” quando minha filha tinha 5 ate os 8 anos.
    Agora vendo os vídeos nojentos da dança do creu e outros mais fico pensando o quanto o nivel baixou.
    Tem que ter um basta pra tanta baixaria. Aqui nos States quando algo tá estrapolando os limites, se tasca multas violentas e garanto uma coisa, tudo se resolve na hora. Me lembro de um show musical de um tal de SuperBowl(?), onde o cantor(nao lembro o nome) arrancou o sutien dixando um seio dela a mostra. Foi o maior escandalo e deu muitas materias no jornal. A emissora de tv, os cantores e toda cambada foram agraciados com multas violentas e uma bela chamada.
    Acho que tem que ser assim mesmo, senao a coisa vira casa de noca.
    bjos,
    me

  18. Sonho Meu escreveu:

    Leia-se…arrancou o sutien da cantora(?)

  19. Olá, sou a Evellyn! escreveu:

    Sonia,
    infelizmente muitos pais querem que as filhas “cresçam” rápido demais e acham até graça quando elas imitam as mais velhas… É uma pena!
    Beijos

  20. Dani escreveu:

    Sonia, adorei o enfoque q vc escolheu!!! As meninas de hj serao as mulheres brasileiras de manha!!! E o q sera q elas tem aprendido?!?! Eu vejo mto essa diferença la em casa… minha irma mais nova tem 12 anos e a infancia dela foi totalmente diferente da minha!! Temos q impor limites mesmo e conversar mto pra poder ajudar nossas meninas!!!
    Beijos, Dani

  21. Meire escreveu:

    Educaçao é tudo Sonia, as meninas chegam a este ponto pq acham q é normal.

    Bjs e obrigada pela participaçao.

    meire

  22. Allan Robert P. J. escreveu:

    Sônia,

    Muito pertinente o argumento do seu post. Infelizmente existem pais que acham divertido ver a filhinha se pintar e seguir a moda, fazer as unhas e etc. Tudo isso contribui para um amadurecimento precoce, mas o problema é que o amadurecimento é só no visual – que pode, sim, acabar influenciando a libido – pois a cabeça é sempre imatura e infantil.
    Infelizmente conheci algumas meninas, entre 9 e 13 anos, que se prostituíam por R$ 1,99 pela simples falta do que fazer. Por sorte, uma paróquia da cidade (óbvio que falo do Brasil) procurou estancar esse processo que ameaçava expandir-se. Pra dizer a verdade, não tenho informações sobre o que vem acontecendo naquela região e não posso jurar que essa prática não tenha se difundido.
    Mas vejo na mídia uma culpa enorme, com o aval de muitas mães (e pais), numa característica muito brasileira. Infelizmente.

  23. ery roberto escreveu:

    Sonia, agradeço tua visita e comentário lá no Infinito Positivo. Parabéns por tão bela participação nesta magnífica “grita” que foi a blogagem coletiva contra a desvalorização da mulher. Tiveste elogiável idéia de abordar a erotização precoce. Concordo que a mídia e seu poder transformador é uma arma negativa neste aspecto, mas ainda prefiro lamentar mais a pouca preocupação e grande condescendência dos pais. Existem inúmeras maneiras de contornar as vontades afloradas na tenra idade, reputo que a criatividade e efetiva participação na vida das crianças e adolescentes reduziria os efeitos de tão condenável costume. Parabéns. Beijo.

  24. nana' hayne escreveu:

    Oi Sonia,

    Muito, muito bom o teu post.
    Sim a mídia é a vilã neste em em outros terrenos tb.

    E como “grãozinhos de areia” pensamos:
    O QUE PODEMOS FAZER?

    Acho que vc tem razão qdo diz que em sua filha vc coloca limites claros. É a única saída, já que barrar a mídia é impossível, lamentável mas é a realidade.

    Chegou o tempo em que verdadeiramente cada qual terá que olhar pelos seus individualmente, tempos egoístas, onde o TER vale mais que o SER.

    bjs

  25. universodesconexo escreveu:

    Sonia, so tive a possibilidade de vir te visitar hoje.

    Seu post esta maravilhoso. Excelente participacao. Voce colocou o problema de uma maneira bastante clara e sob pontos de vista que eu ainda nao havia sequer pensado antes. Aprendi muito em seu cantinho e agradeco por isso.

    Nao eh facil educar nossas criancas e tenta-las mante-las criancas com a midia lutando contra.

    Muitos beijos e mais uma vez, belissima participacao.
    Lys

  26. maria de lourdes escreveu:

    a vulgarização da mulher e a erotização de meninas que incentibva a pedofilia não são combatidas com eficiência por medo de parecer moralismo.Aqui se tornou “liberdade de expressão” nos tratar feito bundas ambulantes,a censura só existe para a exposição sexual masculina e para os movimentos feministas,a maioria das mulheres é indiferente ás causas femininas,então aonde pretendemos chegar? O que incentiva este machismo insano no Brasil é o medo de atacar de frente estas agressões á nós,é sim criar “pode e não pode” ( ou vcs acham que estupro deve poder??),é criar censura sim porque material racista é censurado.Temos que parar com esta racionalização da violação dos nossos direitos humanos senão nada vai pra frente.

    abraço a todas.

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